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Não existe jeito certo de viajar (e tá tudo bem)

Foto do escritor: Fernanda Pantaleão Dirscherl
Fernanda Pantaleão Dirscherl
9 de out.
3 min de leitura

Não existe jeito certo de viajar. Museu, café ou foto clichê, cada viagem é válida, e quem decide como ela é, é o viajante.



Um incômodo: fiscal de viagem alheia. Parece que cada vez mais gente está viajando. E junto com esse aumento, cresce a exposição das viagens. Afinal, todo mundo quer mostrar o lugar bacana e bonito que conheceu, ou só deixar o registro em suas redes sociais.


Acontece que, com isso tudo, começam a aparecer as críticas à forma como o outro viaja.


  • “você foi ‘só’ para tirar foto nesse lugar?”

  • “você ficou 6 horas dentro de um museu?”

  • “mas você foi lá só para postar que tava nesse restaurante?”


A experiência de quem viajou vira quase um interrogatório de quem não tem NADA a ver com a viagem feita. E a verdade é que não existe jeito certo de viajar.


Cada um viaja por um motivo

A questão é a seguinte: cada um viaja por um motivo, que tem muito a ver com a história de cada pessoa:

  • Há quem viaje para conhecer a cultura e a história de um lugar, tentar entender melhor como alguns contextos históricos aconteceram ali. Se colocar (um pouquinho) na perspectiva dos locais, entendendo a influência do clima, da geografia e dos espaços que visita.

  • Há quem viaje para sentar e ver o movimento, sem intenção nenhuma de entender nada, só admirando a vida acontecendo.

  • Há quem queira realizar um sonho de criança, por causa de uma história, de um filme, de qualquer lembrança que resgate importantes momentos da vida.

  • Há quem queira desopilar, fingir que a realidade não existe, ainda que por algumas poucas horas ou dias.

  • Há quem vá apenas para dar check na foto, no restaurante ou no monumento, para postar e dizer que conheceu, falar que foram lindos os 2 segundos (ou 2 horas) que ficou ali naquele lugar.


O porquê de cada viagem diz respeito a cada um, e ao estilo de cada um.


Entendo o sentimento de que viajar para fazer determinada coisa possa soar absurdo para algumas pessoas, mas, se for assim, é só não fazer isso na nossa viagem, no nosso momento.


Mas para o outro, deixe-o com a sua diversão, suas fotos, suas lembranças.


Não existe jeito certo de viajar, existe dica 

Para quem tá de fora, os conselhos podem vir como forma de dica. Ajudar a como encontrar melhores passagens, hospedagens que agradem e passeios que sejam a cara da pessoa.


Fora isso, como vai ser a viagem em si, quem dita é o próprio viajante.


O problema desse excesso de críticas e julgamentos é que a alegria da conquista da viagem (porque sim, viajar é uma conquista) se dissipa um pouquinho, porque o de fora parece diminuir a sensação de prazer e alegria que a viagem nos dá.


Falar “é só não ligar” é fácil, mas sabemos como o mínimo julgamento pode nos fazer sentir menores ou como se estivéssemos fazendo algo de ‘errado’


E eu? Sou vários tipos de viajante

Eu sou vários tipos de viajante:

  • sou a turista que só quer ver um ponto turístico

  • a que anda 20km para conhecer a cidade toda em um dia só

  • a que quer sentar em um café e só admirar a vida

  • a que quer entender como a vida se deu em um determinado tempo e lugar

  • a que quer aprender, ainda que seja 1%, com a cultura local

  • a que quer entender as diferenças culturais e ampliar meu repertório

  • a que quer ter uma experiência gastronômica que nunca teria no quintal de casa


O ponto é: viajar diferente de alguém não faz ninguém melhor ou pior, não faz a viagem valer menos ou mais, porque, no fim, é sobre a experiência de cada um, e de cada um apenas.

Em vez de julgar outros roteiros, por que não celebrar que mais gente tá tendo oportunidade de viajar e conhecer diferentes lugares? 


Me conta lá no Instagram (@ferdirscherl) que tipo de viajante você é. E se você quer montar uma viagem do seu jeito, sem regra de ninguém, me chama para uma consultoria de roteiro.

 
 
 

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